A Virtude na Atualidade

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O que é virtude?

Quando se busca no dicionário a definição de virtude encontra-se que “se trata da excelência moral ou de conduta, dignidade”. Na antiguidade, sabemos que o “homem virtuoso” era o modelo exato a ser seguido, ou pelo menos buscado por uma sociedade. E então, te faço outra pergunta: em que momento essa busca pela excelência foi deixada de lado para cultuar o imoral, o vulgar, a libertinagem?

Poderia citar diversas teses, como a revolução sexual iniciada pelas feministas, o afastamento religioso dos jovens ou, até mesmo, a terceirização da educação das crianças uma vez que a vida profissional dos pais continua mesmo após o nascimento dos filhos.

O fato é, que independente das teses apontadas, vemos a “cultura da vulgaridade” sendo cada vez mais aceita nos lares como “parte da juventude”. Juventude essa, que tem começado cada vez mais cedo, a ponto de vermos crianças que se quer atingiram o ensino médio, sendo influenciadas por artistas que deveriam ter censura mínima.

Onde foi parar nosso radar das virtudes? Que tipo de modernidade é essa que nos faz olhar o feio como belo? O imoral como moral? Estamos mesmo fadados há uma sociedade de valores invertidos, caminhando para a própria destruição?

Estamos vendo uma ode sexista sendo consumida pelas famílias em nome de uma suposta cultura; como uma justificativa para a degradação moral que a sociedade caminha.

Temos mulheres depravadas sendo adoradas como símbolo de “empoderamento feminino”; músicas que exaltam substancias ilegais, o tráfico e desmoralizam a força policial estando entre as mais ouvidas; youtubers que fazem apologia ao sexo em canais infantis recebendo apoio de mães, sendo alçado a intelectual político com analises rasas, refutáveis e vazias de conteúdo intelectual.

Vemos cada vez mais coletivos iniciados que, travestidos de paz, pregam o ódio, a divisão, a violência como forma de combater um mal. E na ânsia da revolução, tais grupos arrastam nossos jovens a lutar pelo que se quer eles conhecem. Como dizia um velho ditado, “mente vazia é oficina do diabo” unido ao desejo de fazer justiça com as próprias mãos, jovens são iniciados em confrontos em seus lares e sociedade, sem ao menos compreender se de fato, o motivo é coerente.

Urge a necessidade de resgatarmos os bons costumes, como diria Scruton “… as coisas boas são mais facilmente destruídas que criadas”; nossa revolução não é armada como Marx instigava o proletariado; nossa luta é cultural. Faz-se necessário nos fortalecer das virtudes inicialmente falada, além de proteger a memoria daquilo que nos tornou a sociedade ocidental que somos hoje e os bons costumes.

E quando digo “bons costumes” não me refiro a uma sociedade “careta” vivendo no século passado; mas uma sociedade formada por crianças, jovens e velhos ocupados em ser melhor amanha do que foram hoje, a não esquecer do passado que nos trouxe ate aqui e se orgulhar de tudo aquilo que foi conquistado, a proteger a memoria dos bons e restaurar costumes inadequados.

 

Posso ser chamada de “a última romântica”, mas enquanto houver uma voz sozinha a defender os bons costumes, meu coração será acalentado e se enchera de esperanças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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