Governo Bolsonaro: privatização de prisões e presos trabalhando

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Reprodução: Google.

Em entrevista ao portal de conteúdos Uol , Martha Seillier ( secretária especial do Programa de Parcerias e Investimentos)  explicou sobre o modelo que seria realizado por meio de uma parceria público privada (PPP), podendo o setor privado explorar a unidade prisional por até 35 anos.

 “Já estamos com os dois pilotos em estruturação e na etapa de estudo de viabilidade para saber como será o ressarcimento do investidor privado ao longo dos 35 anos (…) Acreditamos que o leilão possa acontecer no ano que vem – ressaltou.”

Hoje existe apenas um modelo de presidio sendo gerenciado pela iniciativa público privada da sua construção até a administração, localizado em Ribeirão das Neves (MG). Segundo Martha Seillier  a intenção é ter mais dois novos empreendimentos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul que servirão de referência para o resto do país.

“– Se esses pilotos derem certo, muitos outros estados vão levantar a mão e demandar esse tipo de modelo. Aí de fato a gente começa a ter uma transformação nesse nosso sistema de segurança pública – destacou.”

A ideia é que os presos sejam incentivados a trabalhar, podendo reduzir as suas penas , além de um salário.

“– O trabalho é uma opção, mas o presidiário tem dois grandes incentivos para optar pelo trabalho. O primeiro é que reduz a pena. A cada três dias trabalhados é um dia a menos na prisão (…) O segundo é que ele recebe uma remuneração, que não pode ser menor que um salário mínimo. Com parte desse dinheiro, ele vai ajudar a manter o sistema, pagando por hospedagem e alimentação, por exemplo – destacou.”

 

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