Guedes versus Moro

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Era dia 1º de janeiro de 2019, e pela primeira vez na história do Brasil, um homem com viés conservador, prometendo proteger a família, a propriedade privada e a liberdade, subia a rampa do Planalto com a primeira dama.

Bolsonaro surpreendeu; com uma campanha simples, ganhou o coração e a confiança de 57 milhões de brasileiros que buscavam somente uma coisa: o aumento do potencial que esse país tem; sem dinheiro desviado, sem os milhões investidos em países de governos duvidosos, sem dólares escondidos na cueca; apenas crescimento saudável, sabendo que, temos potencial para ser o “celeiro do mundo”.

Bolsonaro se elegeu amparado por dois grandes nomes; na economia o renomado e prestigiado economista Paulo Guedes; e na justiça o aclamado juiz condutor da maior operação contra a corrupção já realizado neste país.

A ala perdedora não tardou em atribuir a vitória ao time de peso montador por Bolsonaro, que por sua vez, nunca se incomodou em tecer elogios a tais profissionais, assim como, afirmar que ambos tinham sua total confiança e liberdade para conduzir assuntos das pastas sem interferência do então chefe de Estado.

Mas a soberba é um sentimento egoísta, e esse sentimento faz com que o ego de um homem seja inflado de tal forma, que o bem do seu país não se faz mais importante do que sua “biografia”. E foi em 24 de abril que Sérgio Moro chocou o país e mais ainda, os apoiadores de Bolsonaro, largando o barco a deriva, cheio de motivos (até o momento não comprovados), disse preferir preservar sua biografia. E assim, virou as costas para seu país num momento extremamente delicado e para um homem que lhe confiou um ministério extremamente importante. Após esse evento, passamos a ver Moro cada vez mais próximo dos progressistas, inclusive daqueles que o criticaram no caso Gleen Greenwald.

Por outro lado, temos em Paulo Guedes um ministro comprado com o presidente e com o Brasil; não medindo esforços em se expor as duras críticas (quase sempre desrespeitosas) durante suas participações na câmara dos deputados para a aprovação da reforma da previdência. E obvio, tamanha efetividade, faz com que as mídias progressistas soltem inúmeras fake News (sendo estas tão duramente criticadas em CPIs) sobre sua possível saída. E ao acordar hoje, me deparo com uma frase que me mostra o caráter e patriotismo: “Eu só saio do governo abatido a bala ou removido a força”. Guedes já tem um nome reconhecido na sua área, um patrimônio financeiro que lhe permitia viver de renda, mas escolheu virar sua vida do avesso em amor ao seu país. Que grande homem, que grande ministro nós temos.

Parafraseando o filosofo e prof Olavo de Carvalho, esse governo não é para homens de geléia.

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