Ministério da defesa aciona PGR contra ministro do STF, Gilmar Mendes

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Na tarde de hoje, dia 13 de Julho, o ministério da defesa lançou uma nota sobre a declaração do Ministro Gilmar Mendes onde afirmou em suposição que o exército brasileiro estaria se associando a “um genocídio”.

Em vídeo chamada promovida no sábado, 11 de Julho, pela revista Istoé, com participação de Dráuzio Varella e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o Ministro Gilmar afirmou em duras críticas ao governo que: “A intenção do governo é tirar o seu protagonismo e passar a responsabilidade para os estados e municípios” e mais adiante afirmou: “Se for esta a intenção, é preciso fazer alguma coisa”.

Contudo o ponto mais duro em sua critica foi: “É preciso dizer isso de maneira clara, O EXÉRCITO ESTÁ SE ASSOCIANDO A ESTE GENOCÍDIO”.

É possível ver na conferência que no exato momento em que Gilmar Mendes tece suas críticas para as forças armadas, o ex-ministro Mandetta acena com a cabeça em sinal de concordância com o Ministro do STF.

A nota do Ministério da Defesa foi assinado pelo Ministro Fernando Azevedo e Silva e por comandantes das Forças Armadas, Marinha (Ilques Barbosa Junior), Exército (Edson Pujol) e Aeronáutica (Antônio Bermudez).

O documento repudia absolutamente as declarações do Ministro Gilmar e em relação à acusação de associação com o genocídio, o documento trata como “acusação grave”.

“Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, diz o texto.

O texto ainda afirma que “É de pleno conhecimento de um jurista”, referindo-se ao fato de um Ministro do STF saber que o genocídio é um crime de extrema gravidade.

De acordo com o documento, será encaminhada uma reapresentação à Procuradoria-Geral da União (PGR), “para a adoção de medidas cabíveis”.

Fonte: Conexão Política.

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