Qual o sentido dos sindicatos?

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Como estamos inseridos nessa realidade desde a revolução industrial não nos damos conta da gravidade que isso representa para o Brasil, o pais com muita imaturidade política.

São tantos absursdos acumulados que convergem para a realidade sindicalista que chega a ser difícil enumerá-los. Mas vamos analisar essa realidade por partes.

O primeiro de tudo, é o fato de no Brasil a burocracia académica não favorecer o estudante no exercício da sua função. Uma pessoa pode ler todos os livros e mais alguns sobre pedagogia, mas no Brasil ela não poderá exercer a função de pedagogo por não ter um papel, chamado diploma e por não ter passado pela formatura. Essa conversa tem muitos pontos e contra pontos. Vamos deixá-la para outro dia.

Voltando ao tema, esse aluno ao gastar muito dinheiro e tempo na faculdade, depois de passar por uma doutrinação marxista cultural nas salas de aula, depois de gastar ainda mais dinheiro com formatura e documentos poderá finalmente entregar currículos e torcer para que alguma escola o contrate na esperança de em vinte anos começar a lucrar com a profissão.

Após sobreviver as mensalidades da universidade, do cansaço para estudar, da forçar para não se tornar um militante zumbi travestido de pedagogo, uma escola o contrata.

Enfim poderá exercer a sua vocação! Mas na realidade não é bem assim. Ele ainda tem que sobreviver a mais poderosa sanguessuga, o sindicato.

A segunda coisa a entender e que existem sindicatos para os mais variados gostos e preferências, desde sindicato dos metalúrgicos, motoristas, vigilantes,  limpadores, jornalistas, professores, taxistas e nutricionistas, até sindicatos dos médicos. Contudo o maior deles é o grande sindicato dos sindicatos conhecido como CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT).

Mas o leitor pode se perguntar: o sindicato não é importante? A resposta é seguramente NÃO! Pelo menos não nos dias de hoje no Brasil. O Argumento ficará mais claro.

O pedagogo é enfim professor, contudo recebe uma carta ou uma visita de alguém que se diz membro do sindicato dos professores e lhe dá a agradável notícia de que é “convidado” a pagar uma quantia irrisória de dois porcento (2%) do seu salário, fruto do seu trabalho, para o sindicato. Se seu salário for de 1500,00 reias, sua contribuição será de 30,00 por mês

Os argumentos são:

-“Você terá direitos e benefícios como o de pagar 0,10 centavos a menos no litro de gasolina (se pagar no dinheiro).

-“Vamos lutar pelos teus direitos”.

-“Vamos lutar por um salário mais justo”.

Uma rápida busca no Google vai confirmar que existem mais de dezessete mil (17.000,00) sindicatos no Brasil. Se pegarmos o caso de Brasília que tem mais de 500 escolas particulares, e entendermos que em cada escola existem pelo menos 20 professores,  podemos chegar a conclusão de que um sindicato pequeno, como o dos professores de escolas particulares do DF, ganha por mês em torno de 300.000,00 (trezentos mil reais)

As perguntas que ficam são: como usam esse dinheiro?

É assim tão caro para um sindicato defender os “direitos” de uma classe específica?

Não seria mais fácil os próprios professores se organizarem com suas escolas ou falarem com os políticos?

Não seria mais prático todas as classes pressionaram seus políticos para uma reforma tributária onde aumentaria o poder de compra da população, evitando um aumento na taxa paga ao sindicato, evitando assim uma bola de neve?

Se os sindicatos recebem tanto por mês, qual a função do imposto sindical?

E a pergunta de de um milhão de reais: se os sindicatos se preocupam tanto com suas categorias, por quê motivo não são entidades apartidárias, visto que em suas bases há pessoas da direita e da esquerda? Pois o que vemos é a mesma ladainha de sempre: sindicatos aprovando as pautas da esquerda que favorecem um estado gigante com uma maior tributação sobre o povo.

Só nos resta saber, haverá a possibilidade de se criar um sindicato dos que não querem os sindicatos?

Foto: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-11-22/cut-predio-demite-crise.html.amp

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