Bolsonaro detona a OMS e ameaça tirar o Brasil da organização

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Bolsonaro detona a OMS e ameaça tirar o Brasil da organização
Reprodução: Google

O presidente Jair Bolsonaro aumentou o tom contra a Organização das Nações Unidas (OMS), após a organização fazer uma série de “lambanças” com informações referentes à pandemia do novo coronavírus, em especial sobre a transmissibilidade do Covid-19.

O presidente afirmou que  a OMS “perdeu a credibilidade” e ela “é uma organização que está titubeando, parece mais um partido político”, depois que a entidade disse ser “rara” a transmissão do Covid-19 através de pacientes assintomáticos.

“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara”, disse a OMS.

Essa afirmação, contudo, foi dada através da infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, provocando uma reação em massa na mídia mundial contra a entidade.

Em abril passado, a OMS afirmou que estaria de posse estudos que pontavam que até 60% da transmissão do novo coronavírus se daria através de pessoas assintomáticas, uma posição que contraria absurdamente a declaração atual de Maria Van Kerkhove.

Brasil pode rever a sua participação na OMS

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, comentou a presepada da OMS, dizendo que o Brasil precisa rever a sua posição quanto ao órgão.

“O Itamaraty acompanha o papel da OMS com muita preocupação. Falta de independência, aparentemente. Falta de transparência e coerência, sobretudo, no posicionamento, na origem do vírus, no compartilhamento de amostra, no contágio por humanos, nos modos de prevenção, no uso da hidroxicloroquina, nos modos de proteção e agora na transmissibilidade de assintomáticos”, disse ele em reunião ministerial nesta terça-feira (09).

Já o presidente Bolsonaro foi mais taxativo quatro dias atrás, dizendo que o Brasil poderá sair da OMS caso a entidade continue não transmitindo segurança para o mundo:

“E adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também. Não precisamos de ninguém de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro”, disse Bolsonaro, segundo a EBC.

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