“Parem de ser patifes contra o presidente da República”, diz Bolsonaro para a Globo

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Reprodução: Google

O presidente lavou a alma de muitos brasileiros na manhã de hoje, em frente ao Palácio do Alvorada. Durante coletiva para jornalistas e apoiadores, o chefe do Executivo desabafou contra a perseguição política que aliados vêm sofrendo e criticou a forma como a mídia vem se omitindo sobre o assunto.

“Mais um dia triste na nossa história, mas o povo tenha certeza de que foi o último dia triste. Nós queremos a paz, harmonia, independência e respeito. Democracia acima de tudo. A liberdade de expressão é algo sagrado entre vocês (jornalistas) e também entre a mídia alternativa”, disse o presidente.

O presidente chamou atenção dos jornalistas que estavam no local, dizendo que segundo suas fontes ao menos 25% dos salários desses profissionais já teriam sido reduzidos em decorrência da pandemia. Bolsonaro citou a forma desonesta como a mídia vem abordando o caso para criticar a aparente conivência da imprensa com atos de arbitrariedade na esfera judicial.

“Parem de ser patifes contra o presidente da República”, disse ele, se dirigindo principalmente para a Rede Globo. Na mesma ocasião o presidente disparou contra as decisões de Alexandre de Moraes e Celso de Mello, do Superior Tribunal Federal.

O primeiro, pela ordem de busca e apreensão nos endereços de bolsonaristas na quarta-feira (27), e o segundo pela intimação do ministro Abraham Weintraub, da Educação, para dar “explicações” sobre críticas feitas contra o STF em 22 de abril, na reunião ministerial.

“A liberdade de expressão é sagrada. Me coloco no lugar de todos aqueles que tiveram a sua propriedade privada invadida na madrugada. Me coloco no lugar deles, eu, minha esposa e duas filhas, tendo a Polícia Federal batendo na minha porta”, disse Bolsonaro.

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